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"Hoje acabei a tela que te falei: linhas redondas que se interpenetram em traços finos e negros, e tu, que tens o hábito de querer saber por que - e porque não me interessa, a causa é matéria do passado - perguntarás por que os traços negros e finos? é por causa do mesmo segredo que me faz escrever agora como se fosse a ti, escrevo redondo, enovelado e tépido, mas às vezes frígido como os instantes frescos, água do riacho que treme sempre por si mesma." Clarice Lispector.
"O dicionário dá a definição, os casais a falsa definição, e os textos a melancolia, assim como esse. Talvez o amor seja mesmo uma hipérbole. Imagens contraditórias são dadas a um sentimento, talvez pela complexidade de ser entendido, ou melhor, pelo bloqueio que a pessoa faz a si própria quando os primeiros sintomas aparecem. Calma, nem sempre se privar é a melhor resposta. Só se confundem quando o assunto é amar, aqueles que não sabem conviver ou não se permitem aceitá-lo. Eu permiti, e não me arrependo. Você pode encontrá-lo na fila do banco, na lanchonete da esquina, numa avaliação a si próprio, ou até nas entrelinhas de um texto. No meu caso, encontrei dentro de mim um pedacinho de você, desde então foi amor. Como quem não quer nada, apareceu uma pessoa em minha vida. Tal que me fez mudar o conceito sobre inúmeros assuntos ou até planos. Você percebe que não tem controle sobre si a partir do momento em que se apaixona. A primeira sensação é medo, mas, dependendo do andamento da relação, é amenizado de acordo com a segurança passada a você. Encontrei o amor quando menos esperava, e hoje agradeço aos céus. Sei que temos, seja lá rara ou frequentemente, os nossos dias de tempestade, mas, tudo acaba em um sorriso bobo e um “eu te amo”. Está ficando clichê, vamos reorganizar: Tudo acaba com um sorriso bobo, um “eu te amo” e uma conversa sacana. Corrijam-me se eu estiver errada. Está cada vez mais difícil encontrar respostas felizes quando a pergunta é “Como está o coração?”, “Batendo”, você já respondeu isso, sei que sim, principalmente quando estava sofrendo com dores de um antigo amor. Se eu tivesse esse poder, acabaria com todos os corações angustiados, viveríamos mais felizes. Estou amando, mais uma vez eu digo: Estou amando! E a sensação é maravilhosa quando o sentimento é recíproco, estou amando e pela primeira vez não me julguei tola por isso. Cheguei a duvidar quanto ao que estava sentindo, mas percebi que eu sofria por não saber diferenciar o saudável do amargo amor. Agora saúde me sobra, nos sobra. Você que está lendo este texto até aqui dos dois um: Ou está confuso com os sentimentos, ou está amando. Se for a primeira opção, espero que consiga ajudar, mas, se a segunda for a opção correta, espero que sejas feliz. Amar não é lá um bicho de sete cabeças, nós quem complicamos por medo de sofrer. Medo de sofrer, é este o motivo de tanta angústia. Não nos entregamos por medo, e se entregamos, o medo prevalece de alguma maneira. Por quantas e quantas vezes deixarás de realizar os sonhos por medo de não darem certo? Por quantas vezes deixará de fazer um pedido à estrela cadente por achar banal? Por quantas e inúmeras vezes já desistiu de quem queria por não estar disposta a lutar pela pessoa? Repito: O amor não é complicado, nós é quem somos." - Somos o estereótipo de um falso conceito sobre o amor. Lara, âncora de flor.  (via torment-o)
"A falta de humanidade nas pessoas que neste mundo habita me afeta. Me afeta de uma maneira que tento expressar, mas vai muito além de qualquer palavra dita a partir de agora. Desde que me entendo como ser sofrido, de coração maltratado e de mente atordoada, enxerguei o caos que sempre esteve ao meu redor. - deve ser por essas e muitas outras razões da minha parte oca e triste existir. - Senti tudo aquilo que outros sentiam. Ouvi tudo aquilo que outros ouviam. Entendo-as e ao mesmo tempo não as compreendo. É como se eu avistasse uma maça saborosa e no mesmo minuto pressentir que ela esteja estragada por dentro, perdendo assim todo o seu valor. É como se eu estivesse com sede e avistasse um litro de leite em minha geladeira, e tê-lo pego em desespero e logo depois sentir o gosto azedo predominar minha boca por inteiro, e percorrido pelo meu corpo, dando resultado a um enjoo de grande porte, É como se eu já soubesse que aconteceria, mas como a teimosia sempre me venceu, mergulhei de cabeça sem pensar nas consequências. Resultados ruins, mas lições valiosas. Pois, por mais que eu já tenha caído nestas artimanhas alheias, percebi o quão é arriscado se voluntariar para elas. Não há como chegar nesta conclusão sem passar no teste, mas agora eu sei… A partir do momento em que eu sentir meu coração se aquecer de empolgação ao notar uma alma fragilizada, passarei reto. Não é seguro, não pra mim. Qual a importância de se doar - de oferecer toda a sua metade bondosa, sua metade iluminada - se não recebes nem ao menos um agradecimento singelo?! Tempo perdido, vida perdida. O baú de nossos próprios problemas já está cheio, para transbordá-lo com os dos outros. Já estamos nos sacrificando demais a procura de esquecimento das lembranças sombrias de nosso passado, para carregar as de outras pessoas, também. A lógica é simples: Nós por nós mesmos, e nenhum a mais conosco. Eles consigo mesmos, e não por nós. É simples, é esclarecedor. Em nossas passagens pela inocência, pela ingenuidade, acreditávamos que algum dia, de uma forma sobrenatural, apareceria um alguém disposto a nos cuidar. De aliviar nossas tensões, de acalmar nosso coração, de retirar todas as impurezas de nossa memória. Esperávamos, noite e dia, com nosso coração já em uma bandeja, prestes a ser entregue. Não importava quem seria, afinal. Nossa mãe, nosso pai, nossa tia distante, um amigo de infância, ou simplesmente um desconhecido que possivelmente teria ouvido suas preces pela madrugada. Acreditávamos em fatos impossíveis. Acreditávamos que com a chegada de um alguém ele permaneceria para o resto de nossas vidas. Acontece que estávamos enganados. Cegamente. Sempre irão querer algo em troca, ou entregarão ainda mais sofrimento para a nossa coleção. E então a esperança morre, a sua confiança de entregue espiritual para alguém chegou a ser descartada, e a partir de então você começa a ouvir o som da verdade. E a verdade é a melhor estrada a se seguir. A verdade é iniciar, plantar, regar e colher um amor que vamos sentir por nós mesmos. É encontrar refúgio em nosso próprio ser, fazer brotar sentimentos mais belos. E principalmente, fazer nascer uma única esperança: De que ninguém mais iria se aproveitar da nossa bondade, por mais que esteja escondida. Estaria segura, bem lá no fundo de nós, para nós mesmos utilizarmos. Em questão aos outros, orarei por todos vocês todos os dias… Mas nunca mais - repito, nunca mais - me deixarei de lado para me humilhar a mais ninguém." - Ana Carolina.  (via torment-o)
"O que quer que eu fosse, fui desde o começo. Não queria que ninguém mexesse com isso. E ainda não quero." - Bukowski. (via abscindir)
"Eu teria inspiração de sobra se não estivesse tremendo e confusa. Sinto minhas mãos borrarem o papel em meio ao nervosismo, e nessa confusão me perco da arte que ilumina a minha escrita. É uma mistura de dor e raiva. Raiva por não saber ao certo o que sinto, o que quero. Se é você comigo ou se é um tempo pra decidir o que realmente quero comigo. No entanto isso me incomoda profundamente, não saber o que quer é a pior sensação existente na face desta Terra. Droga! Maldita indecisão. Esta que sempre esteve presente em mim, sempre apontando para duas ou mais coisas, seja o sabor do sorvete ou o caminho certo a trilhar. No mais sei que não quero abrir mão do teu abraço, o que me embaralha ainda mais a cabeça. Então só me resta recorrer ao choro, como sempre. O único que neste momento pode me confortar e me colocar pra dormir. E entre soluços no meio da noite, a indecisão me corrói e às vezes, chego a nem entender o motivo das lágrimas. Tudo está tão confuso que a cada manhã, sinto o medo de nunca conseguir desvendar meus misteriosos sentimentos, sinto o medo de seguir assim, confusa e perdida, meio sua, meio minha, meio só, meio contigo. Esse medo me dá um frio na espinha e me tira o fôlego. Por que eu não quero seguir assim. Eu não quero não saber o que quero pra mim. É como se eu não me conhecesse. Como se agora fosse tudo estranho de mais pra eu poder me achar. E mais triste do que isso, como se eu não pertencesse a minha própria história. E, Deus! Como eu queria conseguir escrever! Minha única salvação era lançar as ideias no papel, formando frases, desenvolvendo textos que me davam orgulho de mim mesma por conseguir tamanhas grandiosidades verbais. E agora? Agora me afogo no meu mar de palavras por estar indecisa de mais pra escolher uma delas. Indecisa em todos os termos da língua portuguesa, indecisa sobre isso; sobre aquilo, sobre tudo e sobre todos. Não sei mais que rumo tomar; que direção caminhar, no que acertar e o que evitar errar. A vida anda sem nexo, como se não houvesse um objetivo a qual lutar. Virei a minha própria sociedade, julgo a mim mesma por todos os atos. Pelo singelo motivo de cumpri-los na indecisão." - Lizandra Oliveira, Gabriela S e Isadora. (via subtraidas)
"Depois de tanto tempo, eu ainda penso em ti. Ainda me lembro do sabor dos teus beijos, do som da tua respiração ofegante e da tua risada alta, do teu cheio, dos teus gostos e manias. Ainda me lembro do aconchego dos teus abraços e da paz proporcionada pelo teu olhar pousado em mim. Ainda me lembro de como era ter-te ao meu lado. Ainda me lembro do que tínhamos de melhor. De como nos completávamos, de como parecia que éramos feitos um para o outro, duas peças de lego, de encaixe perfeito. Teu jeito, teus olhos, tua boca, não sei se ainda resisto, tudo se encaixava perfeitamente. Eu tento me imaginar com você novamente, feliz da vida como tudo era antes, sem ciumes, sem discussões, te espero todo dia, aqui é o nosso lugar. Foi um erro nosso, não consigo acreditar, estamos tão distantes, “meu coração está partido, fica vagando por ai”. Hoje acordei cedo, acordei com um aroma forte, aquele das rosas que você me trazia logo pela manhã, fui dar uma volta, não suportaria ficar trancada naquele apartamento sabendo que você não adentraria pela porta e viesse ao meu encontro. A cada passo que eu dava não era o suficiente, eu não saira do lugar sem você para me acompanhar. Me deparava á todo instante com duas mãos entrelaçadas que não fosse a nossa, a cada rua atravessada uma lágrima derramada. Desculpa toda essa fraqueza, mas a culpa é toda sua por ter me ensinado a te amar antes mesmo de esquecer." - Gabriela S, Ana Cristina e Karoline C. (via subtraidas)
"qual a principal razão
que te leva a perda
de todas as outras?" - Poeticências    (via coracao-voraz)
"As ondas batendo na areia, uma após a outra, a se amontoarem em movimentos incansáveis. Os ventos voam para o leste, soprando mais forte, fazendo os braços cruzarem-se e as mãos roçarem sobre a pele. Em espaços desatentos, o céu se reparte com nuvens carregadas de cinza escuro. O barulho da cidade, das pessoas, da rua logo aqui atrás, ensurdece com a paz interior que traz o mar, em um silêncio celestial, em um fim de tarde que beira a perfeição. O sol cai por entre prédios e casas, para amanhã surgir novamente do horizonte que guarda a imensidão do mar, que vem de lá de longe. Então, ecoa um sorriso no rosto e um calorzinho manso dentro do peito. Diga-me: há algo melhor do que estar simplesmente feliz?" - Eduardo Grotmann. (via torment-o)
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